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Por que minhas gravações não conseguem ser tão “altas” como os CDs comerciais?


O que eu quis dizer com a afirmação acima é que muitos engenheiros por aí estão atirando no próprio pé, pois pensam na mixagem apenas em termos de “volume", destruindo toda a dinâmica, utilizando todo o headroom*.
“Headroom é um termo usado no processamento de sinais referindo-se ao
nível de sinal máxima permitida antes da compressão ou distorção
Essa não é a maneira correta de fazer com que as gravações possam realmente ser "aumentadas" mais tarde.

Grave com bastante headroom. Mixe com muito headroom. Não insira limitadores apenas para obter uma mixagem mais "alta" - Faça o que for preciso para conseguir uma boa “mixagem” e não se preocupe tanto com o volume.

Eu não estou dizendo para não usar limitadores - Mas como regra, se você achar que uma mixagem realmente soa melhor - E eu quero dizer * MELHOR * - "não porque é mais alto" - Se ela realmente soa melhor sem passar por um limitador, simplesmente desabilite-o e descubra o por que. Talvez alguma coisa nessa mix seja realmente "muito dinâmica". Insira o limitador e veja como soa. Utilize um compressor quando algo tiver uma faixa dinâmica muito ampla.


"Pegada" e "Impacto" vem da diferença entre alto e baixo - não a ausência de silêncio. E embora eu não seja um fã do "nível de insanidade" atual, é melhor ter gravações com sons decentes que tenham o potencial de soar alto do que gravações que soam alto, mas que deveriam ser banidas.

Mixagens "quentes" não fazem nada para tornar seu produto final mais alto
Assim, então chegamos ao "cerne" da questão - O que é preciso para fazer uma gravação soar como um CD comercial?"

Bem, se a gravação é excepcionalmente boa, tem dinâmica, é clara, limpa, etc, normalmente é uma simples questão de se inserir um limitador. Praticamente apenas um limitador para a maior parte. Por outro lado, também poderia ser o encadeamento de três, quatro, talvez cinco processadores de dinâmica em linha.
Não sabemos até ouvirmos as mixagens.

Mas tenha em mente - A grande maioria das mixagens nunca terá esse tipo de "potencial de volume” desde o início. Eu não quero desanimar ninguém - é apenas a verdade. E se isso te faz sentir melhor, as mixagens nunca foram feitas para estarem no volume que os artistas e as gravadoras estão exigindo. O público, que é o alvo, nunca pediu isso - A maioria deles sabe apenas onde fica o botão de volume.
Se eu pudesse voltar no tempo ... Vamos lançar um número aqui. Claro, é subjetivo, mas vem de muitos anos ouvindo um monte de gravações. -15dB (FS) RMS. Este é um número. Eu, pessoalmente, o considero um número "mágico". É um nível onde a maioria todas as gravações (de novo, pop, rock, metal, rap país, - Talvez tire jazz e estilos clássicos) têm impacto e punch, dinâmica razoável, etc, sem ser irritante e cansativo de se ouvir. Algumas gravações soam melhor, mesmo com um espectro mais amplo. Mas se houvesse um "padrão" invocado pela indústria, este seria o meu voto.

Porque masterização não é sobre fazer gravações soarem mais "alto" - Trata-se de juntar uma coleção de sons em uma produção coesa e compatível. O "volume" é uma reflexão tardia. Mas em qualquer circunstância, trabalhe a mix.
Não mixe apenas pensando no volume.
Tradução - Rafael Contatori

Blog MeuHomeStudio

Veja também meu Blog MeuHomeStudio.

um abraço

Gravação em Computadores



Nos primórdios da gravação comercial, para se fazer uma simples demo, gastávamos milhares de dólares. Os espaços tinham que ser enormes. Nos últimos cinco anos, o preço dos home recordings tem diminuído, enquanto sua qualidade tem crescido exponencialmente.

Gravação no Computador: Software & Interfaces

As duas primeiras coisas a se considerar são seu software e sua interface. Sua interface de gravação é o componente de hardware que você conecta ao seu computador a fim de gravar. Existe uma grande quantidade de opções e todas elas são melhores do que quando se usa apenas seu microfone interno! As opções de software são inúmeras, e é você quem decide o que usar e o que pagar. O pacote de gravação mais popular do mundo é o Digidesign's Pro Tools Software Suite. O Pro Tools LE visa a gravação para o mercado doméstico, enquanto a Pro Tools HD é mais para estúdios profissionais que necessitam de capacidades expandidas. Existem vários outros pacotes de software disponíveis - GarageBand da Apple, que vem com a maioria dos computadores Macintosh produzidos nos últimos dois anos, e é uma poderosa ferramenta para produção musical. Existem muitas outras opções a considerar.
Há um mantra muito simples para repetir a si mesmo quando se está aprendendo a gravar - Quanto melhor for a fonte, melhor será a gravação! Gastar um dinheiro extra com um bom microfone vai realmente fazer a diferença no som das suas gravações. Existe uma grande quantidade de microfones acessíveis a qualquer orçamento! Existem também alguns microfones incríveis se você for capaz de gastar um pouco mais.

Não se esqueça do Acessórios!

Qualquer um que já visitou uma loja de áudio profissional sabe da infinidade de acessórios disponíveis para home studios! Não se esqueça de comprar os melhores cabos que voce puder e isso vale tambem para os monitores.

Boas Gravações!

Separações




Fazer as separações é fácil –

Não há necessidade da adição de equipamentos ou plug-ins! Você pode se beneficiar com a criação de 2 a 8 separações. Abaixo está um exemplo de 4 separações.


Comece por criar uma pasta em seu disco rígido e rotulá-la com o nome da canção que você está trabalhando
[Sua Música].

1) Basta gravar sua mix em 24 bit stereo. Nomeie o arquivo Mix.aif (ou. Wav, SDII, etc) e coloque-o em [Sua Música].
Então, sem alterar qualquer nível, qualquer plug-in ou qualquer outra coisa --

2) Mute (ou desative), todas as faixas exceto a bateria e grave-a em um novo arquivo 24 bits estéreo (com todos os efeitos relacionados como Reverb/Compressão). Nomeie o arquivo [Sua Música] Drums.aif (ou wav, SDII, etc) e coloque-o na mesma pasta.

3) Mute (ou desative), todas as faixas exceto o baixo de sua mix (em 24 bits estéreo com todos os efeitos relacionados ao baixo). Nomeie o arquivo [Sua Música] Bass.aif (ou wav, SDII, etc) e coloque-o na mesma pasta.

4) Mute (ou desative), todas as faixas exceto os instrumentos restantes com todos os efeitos associados. Nomeie o arquivo [Sua Música] Instr.aif (ou wav, SDII, etc) e coloque-o na mesma pasta.

5) Mute todas as pistas, exceto o vocal. Nomeie o arquivo [Sua Música] Vocals.aif (ou wav, SDII, etc) e coloque-o na mesma pasta.

Você tem agora cinco arquivos gravados, incluindo as quatro separações em [Sua Música].

Importante! Tenha certeza de deixar a automação em ON para cada Separação de modo que cada movimento que exista na sua mix estéreo seja repetida nas Separações.

A técnica da separação

A técnica nos permite reconstruir sua mix usando as separações - para reforçar elementos distintos - sem comprometer outros elementos dentro da mix!

É muito mais preciso do que aplicar o tradicional programa de equalizadores e compressores.

Separações fazem o que os compressores multibanda SONHAM em fazer!

Volte a mesa de mixagem e coloque os arquivos lado a lado, sincronizados e começe com a sua mixagem original.
Vá abrindo os outros arquivos, um a um e veja como eles começam a ganhar um novo peso.
Todos os instrumentos parecem ganhar um novo corpo e o vocal parece dar um salto.

Separações dão a você a flexibilidade de abrir o som e melhorar a dimensão e os transientes. Cada camada parece ter mais articulação e musicalidade do que o formato padrão estéreo.

Cabe a você experimentar (e muito....) e sentir o quanto sua mix vai ganhar.

Boas experimentações

Rafael Contatori
Sound Designer and Pro Tools specialist

Tamanhos e Formas de Salas



O tamanho e a forma de uma sala determina a sua ressonância natural. Cada sala retangular tem três conjuntos de modos primários, um para o comprimento, um para a largura e um para a altura. Se você tem uma sala de forma irregular ou com paredes anguladas, é possível calcular a média das dimensões para se ter uma idéia aproximada do modo das frequências. Ou seja, se a parede for angulada, fazendo com que comprimento seja de 3,3 m em uma extremidade e 4 m, no outro, você pode usar 3.65 m como a largura média da sala. De modo geral, salas maiores são melhores acusticamente do que salas menores uma vez que os modos são mais espaçados, produzindo uma resposta global plana. Especialistas em Acústica recomendam um volume mínimo de pelo menos 2500 pés cúbicos para qualquer sala em que se deseje ter uma grande qualidade musical.

Figura 1 abaixo mostra os modos de apenas uma dimensão – digamos, o comprimento - de duas salas diferentes. Aqui, a sala maior (em cima) tem um comprimento de 9 m, então o modo de freqüência fundamental, que ocorre na metade do comprimento de onda, é de 20 Hz. Modos subseqüentes, semelhantes aos harmónicos de uma nota tocada por um instrumento musical, ocorrem em intervalos de 20 Hz. Mesmo que isso crie muitos picos pouco ressonantes na resposta, os picos estão perto uns dos outros, então a resposta média é bastante plana. Quando um pico está em queda, o pico adjacente sobe e ajuda a compensar e preencher o vazio. (Observe que as figuras 1 e 2 são aproximações portanto as formas dos picos e depressões não são realmente precisas.)




Agora considere os modos de comprimento para a sala menor, mostrado na parte inferior da figura1. Aqui o primeiro pico está em 60 Hz, o que corresponde a meio comprimento de onda de cerca de 9-1/2 pés. Assim sendo, os modos subsequentes ocorrerão em intervalos de 60 Hz fazendo com que a resposta global fique menos uniforme, porque um conjunto maior de frequências é atenuado, e mais profundamente, entre cada conjunto de picos.
Outro fator importante na concepção dos estúdios e salas de gravação é a razão entre o comprimento, largura e altura. A pior forma é um cubo com todas as três dimensões iguais. Um cubo tem o menor número de picos, e, por conseguinte, a maior distância entre picos, porque todas as três dimensões ressoam na mesma freqüência. Em uma sala ideal, cada dimensão contribuirá com picos em freqüências diferentes, criando assim mais picos, com uma menor distância entre eles. Isso é mostrado na Figura 2 abaixo.



Além de tornar a resposta global menos uniforme, o modo de espaçamento desigual pode fazer uma nota de um contra baixo soar mais alta do que as notas adjacentes. Isto é muito pior do que ter uma curva suave criada a partir de muitos picos nas entrelinhas que, mesmo se não seja plana, atinge um leque maior de notas. O princípio é semelhante a usar EQ para dar um ganho nas frequências médias em uma gravação – um boost amplo sempre soa mais natural do que um menor. Picos menores tendem a transmitir uma qualidade nasal que soa como um pedal wah-wah para definir um ponto fixo próximo do meio da sua gama. Note-se que além de criar picos na resposta de frequência, os modos também determinam em que freqüências o reverber natural da sala são mais acentuadas. É melhor para um reverber ser igual em todo o espectro, em vez de compreender um número reduzido de frequências, o que não soará natural. Então, por todas estas razões, a sala deveria ter diferentes dimensões para o comprimento, largura e altura. Quando todas as três dimensões são as mesmas - o pior caso - você começa a ter picos de ressonância espaçados na freqüência fundamental e seus harmônicos somente. Com dimensões diferentes, você tem mais picos em freqüências nas entrelinhas que, tomadas em conjunto dão uma resposta global plana.
Topo Há algumas “ratios ideais” de altura, largura e comprimento que designers profissionais concordam que deveriam ser utilizados, se possível. Três destes ratios, desenvolvidos pela L.W. Sepmeyer, estão apresentados na Tabela abaixo:



Há outras boas razões, mas os indicados acima são os que vejo referenciados na maioria das vezes.
Dito isto, penso que a importância dos modos da sala são muitas vezes exagerados. Vocês não vão querer que a largura seja a mesma que a profundidade ou até mesmo um múltiplo. Os modos apenas descrevem em que a ressonância vai ser pior. Independentemente do tamanho e forma da sala, ondas estacionárias e interferências acústicas acontecem em todas as baixas frequências. Então, você ainda vai precisar dos bass traps para lidar com toda a gama, e não apenas as frequências determinada pelos modos da sala. No que diz respeito à acústica, a única coisa que muda com diferentes dimensões da sala é, onde na sala os picos e depressões em cada ocorrência de baixa freqüência, ocorrerão.
Existem muitas calculadoras freeware e web-based de modos de sala, mas todas que tenho visto apenas listam as tabelas dos modos, assim você ainda tem que plotá-los manualmente sobre papel milimetrado para ter uma noção de quão perto eles estão uns aos outros.

A Digidesign lança o Transfuser



A Digidesign está oferecendo uma cópia livre, totalmente funcional do seu produto mais recente, o Transfuser.
Transfuser é uma máquina de loop em tempo real, um phrase sampler, criador de grooves, tudo em um plug-in RTAS. O Transfuser é extremamente intuitivo; concebido para engenheiros de Home Studios que necessitem de amostragem e looping de dentro do Pro Tools, O Transfuser irá tornar-se, sem dúvida, um dos favoritos dos engenheiros em todo o mundo. Por tempo limitado, a versão gratuita do software está disponível em http://www.digidesign.com/. Você precisará de uma versão recente do Pro Tools (LE, HD, ou M-Powered) também.

http://www2.digidesign.com/transfuserpreview/index.cfm?ref=transfuserpreview

OZONE 3 Mastering Software


Antes de mais nada quero deixar bem claro que não estou promovendo nenhum tipo de equipamento. Meu objetivo é compartilhar minhas experiências com esses equipamentos e passá-las a vocês para que possam formar sua própria opinião.

Dito isso, vamos lá!


No mundo da gravação, mastering é a continuação do processo de mixagem. O objetivo é proporcionar o brilho final, clareza e a “pegada” para uma gravação, e quando se tratar de fazer um CD, garantir que todas as faixas estejam em uniformidade, de modo que o ouvinte não encontre uma faixa muito brilhante e suave, seguida de outra com muitos graves, mas sem médios ou agudos.
No mundo da gravação profissional, mastering, geralmente, é feita em estúdios dedicados a esta tarefa.

Há alguns anos uma empresa baseada em Cambridge, Massachusetts chamada Izotop, criou um plug-in high-end para mastering chamado Ozone, que iremos comentar a seguir;

Quando eu estava começando na área de gravação de áudio, o assunto que mais tempo demorou para eu entender e "dominar" foi o tal de mastering. Eu não conseguia fazer com que minha mixagem ficasse igual no rádio ou no meu tocador de CD. Eu finalmente entendi que, após a sua música ser mixada em um estúdio, ela tinha que ser mastered. Mastering pode fazer muitas coisas por uma gravação. Pode trazer a tona aquele vocal que ficou meio escondido, engordar a caixa de bateria e ajustar o nível de volume até aos níveis máximos, entre outras coisas.


O iZotope Ozone 3, na verdade, são seis aplicativos em um. Você tem o Paragraphic EQ, Mastering Reverb,
Loudness Maximizer, Multiband Harmonic Exciter, Multiband Dynamics, e Multiband Stereo Imaging. Tudo isso inserido em uma das mais elegantes interfaces que já vi. Recentemente tive a oportunidade de usar o Ozone em um projeto. O CD tinha 12 músicas mixadas e o meu trabalho foi criar um CD Master que seria enviado para a duplicação.

Eu instalei o Ozone 3 em meu sistema e ele apareceu no meu editor de áudio. A primeira coisa que eu queria fazer era criar meu próprio preset como ponto de partida. O Ozone 3 vem com várias configurações de fábrica pré-definidas. Você também pode fazer o download de alguns presets a partir do site da iZotope. Depois de passar pelos presets, eu estava pronto para criar o meu próprio. Este seria o preset básico para todo o CD. O meu objetivo era ter uma coleção de músicas que soassem consistentes. Para funcionar como uma guia eu escolhi um dos meus CDs favoritos que soava bem próximo do CD em que estava trabalhando. Ele era utilizado como referência de tempos em tempos. Eu queria ter a certeza que estava chegando perto do som que eles queriam.

O programa é bem definido. No painel principal você tem acesso a todos os "módulos" de processamento. A primeira coisa que me apeguei foi no Loudness Maximizer. Aqui você tem ajustes de threshold e de margem. Existe também uma configuração "character" que pode ser alterada a partir de, muito rápida, rápida e alto, suave, transparente e muito lenta. O ajuste “suave” me pareceu o mais apropriado. Existe também um filtro DC e configurações de tipos de dithering. Eu defini o Loudness Maximizer para rodar em modo inteligente.

A minha segunda escolha foi o Multiband Dynamics. Esta seção é dividida em quatro bandas. Cada uma das bandas podem ter diferentes quantidades de dinâmica aplicada. Eu precisava amarrar o som do contra baixo com o bumbo, assim eu selecionei a banda de graves, apliquei uma proporção 2:1 e aumentei o ganho. Isso fez com que o baixo e o bumbo realmente se ajustassem na mix. A qualquer momento você pode ativar ou desativar qualquer um dos efeitos, tudo em tempo real, enquanto a música é tocada.

Em seguida, abri o Mutiband Stereo Imaging. Aqui você pode adicionar quatro bandas estéreo de som, incluindo widening (amplitude) e delay de cada banda. Eu selecionei a banda Low end 1, e acrescentei um ligeiro delay. Eu também acrescentei um pouco de amplitude nas faixas 2 e 4, com um ligeiro delay na banda 4. Isto deu a música um belo grave e complementou o som. Apenas como referência, comparei meu CD guia à mastering do meu projeto para ter certeza que estava no caminho certo. Fiquei satisfeito ao ouvir que o meu projeto começava a ficar perto do som de referência do CD.

Abri então o Mutiband Harmonic Exciter. Mais uma vez, você tem quatro faixas para ajustar aqui. Você também tem configurações para tube, retro e tape mode. Achei que o tape mode foi o melhor modo para mim. Nesta seção eu não acrescentaria muito. Eu selecionei a lower band 1 e acrescentei muito pouco de harmônicos e ajustei o delay para 0.1ms. Eu também acrescentei um pouco de harmônicos para a upper band 3.

Agora, um pouco de Paragraphic EQ. Você tem três modos de se trabalhar aqui, analógico, digital e matching. O modo matching realmente veio a calhar porque havia um par de mixs onde a equalização era diferente. Eu fui capaz de "samplear" o som equalizado de uma das músicas e aplicá-lo nas últimas músicas do CD. Isso realmente fez todas as músicas soarem consistentes do início ao fim. Penso que este é um recurso muito útil quando se trata de masterizar uma coleção de músicas.

Por último, tem a seção Mastering Reverb. Achei o Mastering Reverb da melhor qualidade. Algumas mixagens precisavam ser um pouco mais abertas. Eu consegui realizar esta tarefa com o Mastering Reverb. A banda queria um som de clube pequeno na música e isso foi exatamente o que eu consegui.

O iZotope Ozone 3 é realmente de alta qualidade. São seis processadores em um pacote completo. Este produto pode também ser usado como um efeito Insert enquanto você estiver mixando múltiplos canais em seu projeto de áudio. Uma vez que você masterize com o Ozone 3, vai ser difícil conviver sem ele.


Como arruinar uma Mixagem

Quatro práticas de Mixagens a serem evitadas

Ao iniciar sua viagem pela gravação e mixagem da sua própria música (ou a música de outros), tenha em mente que a coisa ficou bem mais fácil do que costumava a ser. Na era da gravação digital, de plug-ins, e presets, é tentador ficar tentando melhorar uma mixagem perfeita. Vamos dar uma olhada em alguns erros comuns que podem levar uma boa mixagem ao caos.

1: Cuidado com os Plug-Ins



Você está brincando com o mais novo plug-in de compressor ou a mais nova sensação em termos de plug-ins e, de repente, sua mixagem que parecia perfeita começa a ficar ruim, com menos definição e super saturada com tantos efeitos. Isso não é bom!

Saiba a hora de parar de usá-los.
A hora é quando sua mixagem soa perfeita para os ouvidos (de seus clientes).
Pare com a mixagem e salve uma cópia da sessão. Então, se você quiser continuar a experimentar, abra uma nova cópia da sessão separada daquela que seu cliente aprovou, e experimente o quanto você quiser, mas tenha a certeza de ter aquela mixagem perfeita,
(para seus clientes)preservada.

2: Cheque sempre sua Taxa de Amostragem


Certa vez estava gravando um evento e cometi um erro básico; a taxa de amostragem da minha interface foi, como escrava, para um equipamento externo em 48kHz, enquanto que a alimentação digital que eu estava recebendo era de 44.1kHz. O resultado? Apesar da gravação, que julguei estar certa, todas soaram mais lentas ao ouvi-las. O resampling não ajudou, e eu tive que mandar a gravação para o lixo e usar um backup em DAT, já que não teria como corrigir minhas amostragens.

Cheque sempre suas configurações de entrada - certifique-se de que suas configurações estão todas setadas entre os seus vários equipamentos. É muito difícil corrigir este tipo de erro mais tarde, a menos que você seja muito hábil na pós-produção.

3: Salve sempre seu trabalho

O Macbook que uso para gravação realmente tem um problema embaraçoso: se eu estou operando com bateria, quando ele marca cerca de 40 minutos de carga plena, de repente ele apaga. Ele não entra em “Sleep Mode”; Ele simplesmente morre, mesmo mostrando ter cerca de 40 minutos de carga. Durante uma sessão recente de monitoramento, eu tinha um som de bateria perfeito -- e, em seguida, o meu Macbook morreu porque não percebi que meu cabo de alimentação tinha se desplugado. Desnecessário dizer que fiquei bastante aborrecido, pois não tinha salvado minha sessão.

Com o Pro Tools e muitos outros programas, você pode definir a sua sessão automaticamente para salvar seu trabalho em intervalos que você escolhe. Infelizmente, eu não fiz isso, e arruinei uma grande sessão (que recuperei, felizmente!) .

4: Não use monitoração de baixa qualidade


Usando monitores de baixa qualidade ou fones de ouvido para mixar não é uma boa idéia; Você não vai ter uma imagem precisa do que está fazendo, e quando você terminar sua mixagem e você (ou o seu cliente) ouvirem em um CD player, no iPod, ou no estéeo do carro vai soar abafado e indefinido (ou, pelo contrário: toneladas de alta frequências e falta de baixa frequências).

Não economize no seu setup de monitoração. Se você optar por fones de ouvido – monitores de estilo, ou alto falantes tradicionais, certifique-se de ter sempre a melhor qualidade possível que você possa pagar. Há uma grande variedade de opções para todos os bolsos que não vão decepcioná-lo em questão de qualidade.

Absorvedores de Médias e Altas Frequências


Sem dúvida, a medida mais eficaz para absorver freqüências médias e altas é a lã de vidro. Além de serem muito absorventes são também à prova de fogo e, quando aplicadas a uma parede, podem até retardar a propagação de calor.

As espessuras variam de 2 a 10 cms. Tamanhos maiores estão disponíveis, mas para a maioria das aplicações de estúdio, essas medidas são as mais indicadas. Como acontece com todos os materiais absorventes, quanto mais grossa, menor a freqüência que irá absorver. Isto é, uma placa de lã de vidro de 2 cms de espessura absorve razoavelmente bem na faixa dos 500 Hz. Se for de 5 cms de espessura, o mesmo material pode absorver frequências de até 250 Hz.

Uma forma importante para melhorar o desempenho da baixa frequência qualquer material absorvente - além de torná-la mais espessa - é criar espaços entre a parede ou teto. Para uma determinada espessura de material, aumentando a profundidade do espaço diminui a faixa de freqüência que absorve. Evidentemente, poucas pessoas estão dispostas a perder espaço em suas salas! E mesmo com placas muito espessas (10 cms ou mais) com uns 30 cms de espaçamento, ela não irá absorver as frequências mais baixas tão bem como com um bass trap, que é otimizado para o efeito.

PLACA DE LÃ DE VIDRO RÍGIDA?

Existe alguma confusão acerca do termo "placa de lã de vidro rígida", pois ela não é realmente rígida como um pedaço de madeira ou plástico. Pelo contrário, o termo é usado para diferenciá-la de produtos como a lã de vidro "fofa" comumente utilizada no isolamento das casas. A placa de lã de vidro rígida é feita do mesmo material da regular, mas é tecida e compactada para reduzir a sua dimensão e aumentar sua densidade. Uma placa de lã de vidro rígida de 2 cms de espessura contém aproximadamente a mesma quantidade de matéria-prima que a placa "fofa" de 5 a 8 cms. A foto abaixo mostra uma placa de 2 cms de espessura ligeiramente dobrada.

ABSORVEDORES DE MÉDIAS e ALTAS FREQUÊNCIAS

Esses painéis são montados usando-se materiais como placas de lã de vidro, madeira, tecido e borracha, e colocados nas paredes laterais das salas. Eles são extremamente úteis na absorção dessa gama de frequências mas não tão eficientes para a absorção das frequências mais baixas. Para a absorção dessas frequências temos que utilizar os bass traps. Esse será o tema do nosso próximo post.

Até lá!


Difusores - Primeira Parte


DIFUSORES E ABSORVEDORES

Difusores são usados para reduzir ou eliminar ecos repetitivos que ocorrem em salas com paredes paralelas e um teto flat. Embora existam diferentes filosofias sobre quanta reverberação natural estúdios de gravação devem ter, todos os profissionais de estúdio concordam que reflexões periódicas causadas por paredes paralelas devem ser evitadas. Portanto, a difusão é freqüentemente utilizada para a absorção destas reflexões. Este tratamento é universalmente aceito como o melhor a se fazer ao invés de ter uma sala completamente morta, envolvendo as paredes com materiais absorventes. Para mim, uma sala de mixagem ideal tem uma mistura de materiais reflexivos e absorsivos, sem uma grande área viva ou morta. Compreenda que "vivo" e "morto", como descrito aqui dizem respeito apenas a frequências médias e altas. O tratamento da baixa frequência é outro assunto completamente diferente, e será tratado separadamente.
O tipo mais simples de difusor é uma ou mais folhas de compensado colocadas em uma parede com um pequeno ângulo, para evitar que o som bata repetidamente entre as paredes. Em alternativa, a madeira compensada pode ser dobrada em uma forma arredondada, mas isso é mais difícil de instalar. Na verdade, este é realmente um defletor, não um difusor, conforme descrito em maiores detalhes abaixo. No entanto, um defletor é suficiente para evitar ecos entre as superfícies.

A foto acima mostra um defletor construído para uma sala de mixagem de um estúdio de gravação. Se você construir um defletor como este, não se esqueça da lã de vidro no espaço aéreo por trás da madeira para segurar a ressonância.

Alguns designs de defletores usam uma superfície irregular como um padrão complexo para espalhar as ondas sonoras mais profundamente. Este outro tipo, mostrado a seguir, utiliza câmaras com diferentes profundidades. Note-se que para a difusão de ser eficaz, é necessário tratar mais do que apenas algumas pequenas áreas. Quando as paredes são paralelas, acrescentar difusão em apenas uma pequena porcentagem da superfície não irá reduzir os ecos tão bem como se tratássemos duas ou mais paredes.

Novamente, o ângulo e paredes curvas descritos anteriormente são defletores , não difusores. Um verdadeiro difusor espalha ondas sonoras em diferentes direções, baseadas nas suas frequências, em vez de apenas redirecionar todas as ondas no mesmo sentido. Trata-se de uma importante distinção porque uma superfície plana, que é angular ou curva ainda produz aquela sonoridade encaixotada e de picos conhecida como comb filtering. Um verdadeiro difusor evita reflexos diretos, e, portanto, tem um som muito mais aberto, transparente e natural do que uma simples superfície plana ou curva. Além de ter uma sonoridade menos colorida do que uma parede angular ou curva na sala de controle, difusores servem a outro propósito útil em salas de gravação: eles podem reduzir vazamentos entre os instrumentos sendo gravados ao mesmo tempo. Quando uma parede angular simplesmente deflete um som - possivelmente em direção a um microfone designado para pegar um outro instrumento - um difusor espalha o som através de uma gama muito mais vasta. Portanto, tudo que chegar ao microfone errado tem seu nível reduzido porque apenas uma pequena parte do som original chegou lá. O resto foi espalhado para outras partes da sala.

Infelizmente difusores comerciais não são baratos. Então qual é a nossa alternativa? Para a maioria de nós, mortais, forrar a parede por inteiro pode ser a solução. Pelo menos nos livraremos daqueles ecos indesejáveis que deixam o som tão fora dos padrões. Outra opção é deixar a parede parte refletiva e parte absorvente. Você pode fazer isso deixando a parede totalmente morta e fixando tiras de madeira verticais para refletir algum som de volta. Se você variar o espacamento das tiras um pouco de cada vez, você reduz o coificiente de reflexão aos poucos melhorando a sonoridade.

Ecos repetidos – também chamados de flutter echoes – colorem o som e causam ênfase nas frequências cujos comprimentos de ondas correspondem a distância entre as paredes e entre o teto e o piso da sala. Esse som identificado como um “boing” tem um pitch específico. Se você bate palmas em uma sala “viva” você rápidamente ouve o tom. Se a sala é grande, provavelmente você vai identificar um eco rápido tipo, “rat-ta-t-a-ta”. Salas pequenas ressoam nas frequências mais altas, parecendo que você ouve um tom específico que continua mesmo depois que o som original tenha acabado. Este efeito é chamado, ringing. Além de ser um efeito indesejável, este efeito acaba criando uma sonoridade que permeia as gravações feitas na sala e afetam negativamente o som de tudo que é tocado através dos alto falantes.

Note-se que eco, flutter echo, e ringing estão intimamente relacionados, de modo que o delay e o pitch sempre dependem das distâncias entre as superfícies opostas. Com pequenos espaçamentos o pitch do flutter echo está diretamente relacionado com a distância.

Como a difusão, a absorção de médias e alta freqüências ajudam a minimizar ecos e ringing. Mas ao contrário da difusão, a absorção também reduz o tempo de reverberação. Isso faz com que o som fique mais claro e permite ouvir melhor o que está na gravação por minimizar a contribuição do efeito da sala. Por exemplo, se você mixa em uma sala que é muito reverberante, provavelmente você vai acrescentar muito pouco reverber eletronicamente, porque o que se ouve inclui a reverberação inerente da sala. Da mesma forma, se o espaço é demasiado brilhante devido à insuficiência de absorção, a sua mixagem tenderá a abafar o som quando tocado em outros sistemas, pois os ajustes de agudos será incorreto. Portanto, a difusão é utilizada para evitar flutter echo, ringing, e comb ringing, mas sem reduzir a ambiência natural da sala.

Absorvedores de baixa frequência - bass traps - podem ser usados para reduzir o tempo de reverber da baixa freqüência em um grande espaço, mas eles são mais comumente usados em estúdios de gravação e salas de audição para reduzir o modal ringing e achatar a resposta nas baixas frequências. Isto é especialmente verdade em pequenas salas onde uma resposta pobre de baixa frequência é o principal problema. De fato, as pequenas salas não têm reverber nenhum em baixa freqüências. Pelo contrário, o modal ringing domina. Em estúdios de gravação, igrejas e auditórios, a instalação de bass traps é um fator primordial para o acerto dos graves na sala.

No próximo post vamos falar sobre os absorvedores de média e alta frequência.

Até lá!



O TRATAMENTO ACÚSTICO


O interesse crescente no tratamento acústico é hoje uma realidade. Há cinco anos atrás, era raro ler um artigo em uma revista ou postar notícias sobre acústica, bass traps, difusores e assim por diante. Hoje essas discussões são comuns. E assim devem ser. A acústica de uma sala de gravação é, sem dúvida, o mais importante item que você deve levar em conta antes de iniciar qualquer projeto de gravação!
Nestes dias, os equipamentos são aceitavelmente
flat nas mais importantes partes da faixa de áudio. A distorção, além de microfones e altofalantes, é baixa o suficiente sendo quase que inaudível. E o ruído - um grande problema com gravadores analógicos - é irrelevante na gravação digital. Na verdade, levando em conta a alta qualidade, mesmo dos equipamentos semi-profissionais, a verdadeira questão nestes dias é a sua habilidade como um engenheiro de gravação e a qualidade das salas nas quais você vai gravar e mixar.

Qual é a vantagem de se comprar um microfone que é super flat quando a acústica da sua sala de controle cria picos de até 20 dB ao longo do espectro das frequências graves? Será que são realmente importantes picos de 110 dB abaixo do nível da música quando ondas estacionárias em seu estúdio causam um enorme buraco em 80 Hz, exatamente onde você colocou um microfone para o baixo acústico? Claramente, erros de resposta de frequência desta magnitude são um enorme problema, porém, a maioria dos estúdios e salas controle sofrem desta deficiência. Pior, muitos proprietários de estúdio não têm nem idéia que suas salas tem esta resposta tão desequilibrada! Sem saber como soa realmente sua música, fica difícil produzir um produto de qualidade, e ainda mais difícil de criar mixagens que soem iguais fora da sua sala de mixagem.

Este artigo explica os princípios básicos do tratamento acústico. Meu objetivo é passar minhas experiências na área da acústica utilizando o senso comum, em vez de explicações e fórmulas matemáticas. Embora muitos livros sobre estúdios de gravação e salas de mixagem estejam disponíveis, a maior parte é demasiado técnica para a média dos entusiastas de áudio. E você vai precisar comprar e ler muitos livros para conseguir aprender alguns itens realmente relevantes de cada um.

Não sou engenheiro acústico ou engenheiro de som. No entanto, tenho muita experiência no tratamento acústico e, em especial, com bass traps. As recomendações aqui descritas são o resultado de minha própria experiência pessoal e não deve ser tomado como a palavra final. Embora este artigo se destine principalmente a engenheiros de áudio e donos de home studios, todas as informações se aplicam igualmente à pequenas igrejas e auditórios, salas de mixagem e outras áreas em que a alta qualidade da reprodução de áudio seja necessária.

Se você tiver perguntas ou comentários sobre qualquer coisa relacionada com a acústica, por favor não me mande email. Pelo contrário, eu prefiro que você poste aqui mesmo publicamente na minha seção de comentários do blog. Desta forma o esforço que coloco em responder pode ajudar os outros, e você pode se beneficiar com as respostas dos outros também.

PARTE 1: TRATAMENTO ACÚSTICO

Existem quatro objetivos principais no tratamento acústico:

1) Evitar ondas acústicas permanentes e interferências de frequências que afetam a resposta dos estúdios de gravação e salas me mixagens;

2) Reduzir a microfonia em pequenas salas e diminuir o tempo de reverberação em estúdios maiores, igrejas e auditórios;

3) Absorver ou difundir o som da sala para evitar microfonias e reverberações, e melhorar a imagem estéreo e,

4) Manter o vazamento de som para dentro ou para fora de uma sala. Ou seja, evitar que sua música perturbe os vizinhos, e para que o barulho de caminhões passando pela rua não entre em seu microfone.

O tratamento acústico, conforme descrito aqui é projetado para controlar a qualidade do som dentro de um quarto. Não se destina a impedir a propagação sonora entre salas. A transmissão do som e fugas são reduzidas através da construção - usando grossas paredes maciças, e isolando as estruturas do edifício - geralmente por paredes flutuantes e pavimentos, tetos flutuantes, etc. Questões sobre isolamento estão fora do âmbito deste artigo.
O tratamento acústico certo pode transformar uma sala com sonoridade opaca “dummy”, com pouca definição de médios e graves, em uma sala que soa clara e viva, ou seja, um ambiente perfeito para se trabalhar. Sem um tratamento acústico eficaz, é difícil ouvir o que você está fazendo, tornando o trabalho de mixagem muito mais difícil. Em um home theater, uma má acústica pode tornar o som menos claro, mais difícil de localizar, e com uma resposta irregular. Mesmo se você gastar milhares de dólares em altofalantes e outros equipamentos, a frequência de resposta em uma sala sem tratamento é capaz de variar até 30 dB.


Existem dois tipos básicos de tratamento acústico - absorvedores e difusores. Há também dois tipos de absorvedores. Um tipo para o controle de reflexões de midrange e alta freqüências; e outro, um bass trap, para baixas frequências. Todos os três tipos de tratamento são geralmente exigidos antes de se ter a sala própria para mixagens e para ouvintes realmente exigentes.

Muitos proprietários de estúdio instalam espuma acústica em toda a extensão da sala achando que isso é suficiente. Afinal, se você bater palmas em uma sala tratada com espuma (ou fiberglass, cobertores, ou caixa de ovos), você não vai ouvir qualquer reverber ou eco. Mas este tratamento não vai fazer nada para controlar o reverber da baixa freqüência e suas reflexões, e a batida de mão não vai revelar isso. Estúdios de porão e salas com paredes feitas de tijolos são particularmente propensas a este problema - quanto mais rígidas as paredes, mais reflexivas elas são nas baixa freqüências. Você pode se perguntar por que você precisa de tratamento acústico, uma vez que poucas pessoas a ouvir a sua música estarão em uma sala tratada acusticamente. A razão é simples: Todos os quartos soam diferente, tanto no seu valor de liveness “som ao vivo” e sua resposta de frequência. Se você criar uma mix que soa bem em sua sala, é provável que soe muito diferente em outras salas. Por exemplo, se o seu quarto tem uma grave falta de profundidade “bass”, a sua mixagem provavelmente irá conter demasiado “bass” pois você irá incorretamente compensar com base naquilo que você está ouvindo. E se alguém toca sua música em uma sala que tem muito baixo profundo, o erro será exagerado, e eles vão ouvir o baixo de uma forma muito mais profunda. Portanto, a única solução viável é fazer a sua sala tão precisa quanto possível.

No próximo post vamos falar sobre Difusores e Absorvedores, até lá!

Configurando seu Computador


A maioria dos computadores construídos nos últimos anos é perfeito para gravação! Quer se trate de um PC ou um Mac, você provavelmente possui um computador pronto para o seu home studio. Preparar seu equipamento para a gravação irá ajudá-lo imensamente, em termos de desempenho (e, como resultado do bom funcionamento, poupar-lhe muito tempo e frustração!).

Primeiro Passo: Seus discos rígidos
Uma das primeiras coisas que você deve considerar para a gravação em seu computador são seus hard drives. Se você tem os recursos para fazer isso, eu recomendo um segundo disco rígido - interno ou externo - para usar apenas como uma unidade de gravação. Este disco rígido deve fazer nada mais do que armazenar seus arquivos. Quanto mais rápido, melhor - um drive 5400 RPM é altamente recomendado - e Firewire geralmente funciona melhor para unidades externas. O HD externo facilita o transporte para outros estúdios. Procure um com pelo menos, 150 GB de capacidade de armazenamento!

Segundo passo: Faça um upgrade de memória
Não é segredo que quanto mais RAM você tiver, melhor o seu desempenho. A diferença entre 512MB de memória RAM e 2 GB de memória RAM em uma máquina é expressiva - tudo irá rodar mais rápido, você poderá executar plug-ins de efeitos, e será capaz de trabalhar em um ambiente multi - Track sem problemas. Se você estiver rodando um PC, pelo menos 1 GB é recomendado; para Macs, em especial os novos Macs Intel, 2 GB é o padrão. E não economize na qualidade de RAM que você comprar, a qualidade superior dos chips têm uma ligeira vantagem sobre o desempenho dos mais baratos.

Terceiro passo: Desabilite serviços desnecessários
Mac OS há muito que é o favorito dos engenheiros de gravação, por sua estabilidade. No entanto, se você estiver rodando o Windows, ainda há esperança!
Se você precisa executar um software antivírus, escolha um leve que não fique constantemente rodando em segundo plano. Além disso, desative todos os serviços que não são 100% necessários. Efeitos visuais, a imagem de fundo, sistema de som, e outras opções que você pode ficar sem.

Passo 4: Desative o Dashboard & widgets no MAC
Uma das peças mais bacanas do Mac OS é a aplicação Dashboard e os seus Widgets. Mas você não precisa desse recurso para gravação.

Passo 5: Mantenha o seu software atualizado
sempre rodando a versão mais atualizada do seu software de gravação. Mas, cuidado! Algumas atualizações recentes dos principais softwares de gravação não são 100% estáveis, pois podem estar em um estágio Beta. Se você notar que o seu desempenho caiu depois de uma atualização, ou notar que certos plug-ins já não funcionam adequadamente, não tenha receio de fazer um "downgrade" para a versão mais estável.

É isso. Seja qual for o sistema que você optar, tenha a certeza que vai conseguir realizar grandes tarefas e, consequentemente, grandes projetos.

Boa sorte e boas gravações.

MBox 2 Mini


O MBox-2 é um equipamento simplesmente incrível para qualquer músico. Com uma entrada de microfone e uma de linha ele facilita a gravação simultânea de vocal e intrumento, e suporta gravação em 24-bit/48kHz com zero de latência. Ele é uma peça fantástica pelo seu preço sugerido e, o melhor de tudo, tem a qualidade Pro Tools em um pacote extremamente compacto.

Prós
• Portabilidade
• Qualidade Pro Tools

Contras
• Sómente um preamp
• Sem saída digital

Descrição

• Qualidade Pro Tools por U$329 (aprox)
• Duas entradas simultâneas (mic e linha) com zero latência
• Suporte 24bit/48kHz
• Acabamento de metal reforçado

Revisão

O MBox 2 Mini é extremamente bem construído; por ter o acabamento em metal, ele aguenta muito bem o tranco.

O que mais impressiona no MBox 2 Mini é sua portabilidade. Você pode levá-lo para qualquer studio e usá-lo da maneira que quiser. Sendo alimentado com um cabo USB, você não precisa de mais nada. Aliás, é preciso somente uma coisa, sua criatividade.

Mas, nem tudo é o paraíso. O pré de Microfone é bom, mas não excelente, e certamente não tão bom como os preamps Focusrite na Mbox original. A única coisa que realmente ficou um pouco abaixo do esperado foi a qualidade dos headphones, mas nada que decepcione.

Juntamente com o MBox 2 Mini, você recebe o Pro Tools Ignition Pack, com mais de 50 plug-ins essenciais para você começar.

Finalizando, o MBox 2 Mini representa um grande avanço na portabilidade. Sim, ele não é barato, mas certamente você não encontrará uma oferta melhor, ou uma maneira mais fácil de obter a verdadeira compatibilidade do Pro Tools.

Para maiores informações clique aqui.

Montando seu Home Studio



Escolhendo seu espaço
Criar um grande espaço é difícil em um Home Studio. É óbvio que seu quarto, ou apartamento não foi projetado como um estúdio. Neste tutorial você vai aprender o básico de acústica e como fazer o seu som soar melhor.
Antes de iniciar seu projeto você deve entender o básico de isolamento e acústica.
Quando você escolhe o espaço para ser seu Home Studio, seu objetivo deve ser o de fazê-lo o mais neutro possível. Quando você grava, você quer que seu som seja a melhor representação do que está sendo tocado. Você também quer que seu quarto ou sala seja bem preciso na mixagem. Um ambiente neutro é muito importante.

Absorção: Absorção das ondas sonoras através do ouvido humano.
Com o uso de materiais acústicos apropriados você vai “afinar” sua sala e conseguir produzir belos sons. Um dos meios mais fáceis de se absorver um som é usando carpetes.
O carpete é ótimo para absorver frequências altas mas já não é tão bom para absorver frequências baixas.

Isolamento: Se você tem vizinhos, o isolamento é uma coisa muito importante a se considerar. Seja apenas ouvindo um som através dos monitores ou ensaiando com a banda, manter o som sob controle é extremamente importante.

As placas para isolamento acústico são feitas com espuma flexível de poliuretano especiais para absorção de sons, atenuando sua reverberação.
Outra dica: Não é o caso forrar todo o ambiente com essas placas pois seu som vai ficar muito abafado. O ideal é ter um som sem reverberação na sala mas não um som totalmente abafado. Tem que testar, afinal o que estamos fazendo aqui é tentar acertar o som da sala o mínimo possível para você possa trabalhar em suas gravações.
Obs: Caixa de ovo não adianta nada para acertar o som da sala.

Difusão: Espalhar o som pela sala vai fazer com que você consiga o melhor ambiente para seu Estúdio. Com uma difusão baixa, o som pode se acumular em certas áreas da sala, gerando um som distorcido nesses pontos.Básicamente os materiais necessários são: placas especiais e carpete.É obvio que estamos tentando apenas adequar um ambiente. Claro que construir um ambiente próprio seria muito melhor, com paredes duplas, piso suspenso e teto não paralelo ao chão. Mas isso já é uma outra história!

Vizinhos satisfeitos
Se você é como eu que aluga, você tem vizinhos que preocupam. Ser educado com seus vizinhos e suas necessidades quando você está gravando é muito importante, pois nada é pior do que seu senhorio vir te dizer que você não pode mais alugar seu espaço pois seus vizinhos não aguentam.

Testando seu Isolamento
A primeira coisa a fazer é escutar. Toque algo em um volume normal e ande pela sala e corredores. Se você pode ouvir do lado de fora quando a porta está fechada, provavelmente seus vizinhos também. Neste caso é melhor considerar um bom par de fones de ouvido para suas mixagens.
Esse tutorial não tem o objetivo de ensinar acústica mas, sabendo de sua importência no negócio, vou passar um link interessante para que você possa ter um pouco mais de informação.
http://arts.ucsc.edu/ems/music/tech_background/TE-14/teces_14.html

Teclado Pro Tools


O Pro Tools Keyboard Key Set é uma ferramenta essencial para qualquer usuário de PC ou MAC rodando Pro Tools. O conjunto é compatível com todas as versões do Pro Tools, Pro Tools HD, Pro Tools LE, Pro Tools FREE e Pro Tools M-Powered Systems.

O Pro Tools Keyboard Key Set transforma seu teclado padrão em um teclado Pro Tools plenamente funcional, por uma fração do preço de outras soluções em teclados de edição de áudio.

O preço sugerido nos EUA gira em torno de U$15,99 mais impostos.
Seja você é um hobbista ou um produtor musical, este teclado tornará seu trabalho bem mais produtivo.

Para maiores informações http://www.editorskeys.com/protoolskeyboard.asp?currency=usd

Gravação de Bateria (com 4 microfones)


Etapa 1
O primeiro passo para se obter um bom som de bateria é conseguir um bom baterista com um kit devidamente afinado.

Etapa 2: Seleção do Microfone
Agora, você vai escolher o seu microfone. Vamos usar apenas quatro microfones - um para o bumbo, um para a caixa e dois para os overheads.

Um microfone de alta qualidade para o bumbo e caixa são essenciais em qualquer kit para gravação de bateria. Acho que o AKG D112 nunca desaponta para o som de bumbo, e o Shure Beta 57 (ou SM57) soa muito bem na caixa. Meu microfone preferido, se você pode se dar ao luxo disto (e encontrar um), é o Beyerdynamic M201.

Esta técnica depende da qualidade dos microfones overhead. Dito isto, microfones que são "demasiado brilhante" não são bons para esta técnica, e microfones que são muito precisos também são um problema potencial.

Meu microfone preferido para o overhead são os microfones ribbon (de fita)- mesmo os Nady ou Cascade, microfones bem baratos, irão funcionar bem, com alguns EQ. No entanto, meus favoritos são os da Beyerdynamic M160 ribbon mics.

Etapa 3: Posição Geral
Para posicionar seus overhead microfones, você precisará de uma importante peça: a fita métrica.

Para que este método funcione, você tem que ser muito cuidadoso com a fase. Manter seus microfones em fase é o bilhete para um grande som - caso contrário, eles vão soar lavado e fora de equilíbrio.

Começando com um microfone overhead, posicione-o a 1 m do centro da caixa, virado para baixo na direção do pedal do bumbo.

Agora, vamos ao segundo overhead microfone. Este microfone será colocado do lado direito do baterista, com o microfone apontando para o chimbau (hi-hat), logo acima do floor tom. Confuso? Basicamente, o microfone será colocado mirando o baterista em seu lado direito – só isso!

Pegue a fita métrica, e posicione a cápsula do microfone a exatamente 1 m do centro da caixa.

Etapa 4: Os mics de bumbo e caixa
Coloque agora o microfone do bumbo e o da caixa. Microfonar essas peças é fácil. Ouça com atenção até conseguir o som desejado.

Etapa 5: Panning na mix
O Panning dos microfones em sua mix uma vez que você tenha gravado é o que vai fazer esse métodp funcionar perfeitamente.

Faça o pan de seu bumbo e caixa para o centro, como você faria normalmente em qualquer gravação. Então, pegue o microfone overhead da caixa, e faça um pan para a direita (metade) - o que dá a ele um pouco de equilíbrio.
Em seguida, faça o pan do outro overhead mic – totalmente à esquerda. Isto dá uma profundidade estéreo e uma imagem global para o kit.

Usando essa técnica, você terá um som bem natural de bateria, mas um grande baterista (com um kit de alta qualidade e de grande técnica) é essencial, assim como os microfones de alta qualidade!

Gravação de Piano Elétrico e Acústico

A gravação de teclados é bastante simples. A maioria tem saídas estéreo então, plugue os dois canais e faça um pan direito/esquerdo. Você pode ajustá-los como quiser na sua mix. Uma alternativa que irá economizar espaço no disco rígido é gravar o teclado em MIDI.
O formato MIDI armazena as notas tocadas, quão rápido a tecla foi apertada, e quanto tempo a tecla permaneceu abaixada. Então quando você começa a mixar, você deixa que o computador toque a parte do teclado para poder mixá-la com o resto da música. A razão pela qual faço isso é que ela me dá mais opções na mixagem. Se eu quiser posso mudar os instrumentos, variar a quantidade de efeitos, etc.
A gravação do piano tem seus próprios desafios. Se você não conseguir um bom som de piano de um teclado electrônico (o que é bem frequente), sua única opção é gravar um piano ao vivo. Tudo depende da forma como o piano contribui para a música. Além disso, pianistas vão preferir tocar um piano de verdade em vez de um teclado por causa do toque, sensibilidade e sonoridade. O principal problema é que os pianos podem ser instrumentos muito ruidosos com pedais rangendo, e teclas barulhentas. Certifique-se antes de gravar que o piano esteja afinado e aclimatado para a sala. Eles são famosos por ficarem desafinados quando movidos de uma sala para a outra por causa da umidade e temperatura. Existem várias maneiras de se microfonar um piano e todas com resultados diferentes. A fim de se obter uma imagem estéreo com um som natural e equilibrado, coloque um microfone cerca de 10 centímetros acima das cordas altas e outro cerca de 10 centímetros acima das cordas baixas. Também não há problema se utilizar um microfone para o ambiente da sala mas lembre-se de que o som da sala irá afetar o som como um todo. É por isso que o piano deve ser gravado em uma sala super silenciosa. Ouça com atenção o som dos microfones e certifique-se que você não terá problemas de fase. Normalmente, não é necessária a compressão e mixando-se o som adequadamente vai resultar em uma linda faixa de piano que se ajustará perfeitamente na sua mixagem com pouca ou nenhuma equalização.

Gravando um violão


Os microfones
A primeira coisa a fazer é selecionar o microfone. Para um violão acústico, você pode ter duas técnicas diferentes: uma técnica de microfonagem mono, ou com dois-microfones, estéreo. Para a gravação de instrumentos acústicos na melhor qualidade possível, usaremos um microfone de condensador. A razão de se usar um microfone condensador ao invés de um microfone dinâmico é muito simples; os microfones condensador tem uma reprodução das alta freqüências e uma resposta transiente muito melhor. Os microfones dinâmicos, como o SM57, são ótimos para os amplificadores de guitarra já que não necessitam de tantos detalhes de transiente.

O posicionamento
Escute seu violão. Você verá que a maioria das frequências graves estão perto da boca do violão; as frequências mais altas estão em torno do 12º traste. Sendo assim, vamos dar uma olhada nas técnicas que mencionamos acima.

Técnica de microfonagem simples (Mono)
Se usar apenas um microfone, começe colocando-o perto do 12º traste, a uns 15/20 cm de distância. Se isso não lhe der o som que você procura, tente mover o microfone ao redor; depois que você gravar, uma boa idéia e dar uma “dobrada” no canal - gravando a mesma coisa novamente, e então fazer um “hard-panning” para a esquerda e para a direita.

Técnica de microfonagem com dois microfones (Estéreo)
Se você tiver dois microfones a sua disposição, coloque um no 12º traste, e outro em torno da ponte. Faça um “hard-panning” em seu software de gravação (esquerda/direita), e grave-os. Você vai descobrir que essa técnica produziu um tom muito mais natural e mais aberto; isto é realmente fácil de explicar: Você tem duas orelhas, assim quando você grava com dois microfones, ele soará mais natural ao seu cérebro. Você pode também tentar uma configuração X/Y em torno do 12º traste: coloque os microfones de modo que suas cápsulas estejam em um ângulo de 90 graus, virados para o violão. Faça um “panning” esquerdo/direito, para uma imagem estereofónica mais natural.

Usando um captador
Você pode querer gravar usando um captador interno. Às vezes gravar com um captador e mixar com os microfones pode render um som mais detalhado; entretanto, isso é com você, e na maioria dos casos, a menos que seja um captador de boa qualidade, o som não ficará bom. Só gravando mesmo para ouvir o resultado.

Mixando
Se você estiver mixando uma música com outras guitarras, talvez seja melhor usar a técnica de microfonagem em mono pois a estéreo lhe proporciona muita informação sônica e pode acabar ficando tudo meio embolado. Se for uma música só com violão e voz, então a técnica em estéreo é mais apropriada.
A compressão do violão é outro assunto muito subjetivo. Eu, particularmente utilizo muito pouca compressão. Novamente, tudo depende do tipo de música. Começe com uma compressão 2:1 pois o violão é muito dinâmico e não devemos estragar isso.

Gravando um Baixo Acústico ou Elétrico


A melhor posição do microfone para a captação do baixo acústico é em torno de 15/20 cm e uns 60/70 cm afastado.
Ele deve ser apontado um pouco acima do buraco “f” pelo lado das cordas mais altas. Não há um tipo padrão. Tipos diferentes de microfones dão grandes resultados. Pessoalmente, gosto de utilizar o Neumann TLM 103 embora já tenha conseguido bons resultados com microfones dinâmicos como o Sennheiser 421.


Normalmente usamos uma Direct Box Countryman e um microfone para o gabinete. A DI lhe dá uma ótima definição, enquanto que o microfone dá corpo. Na mixagem podemos combinar ambas as fontes para uma melhor definição sonora.

Gravando a Bateria



Bateria pode ser o instrumento mais difícil de gravar por causa de todas as variáveis envolvidas. Primeiro, há o kit. A qualidade e a condição do kit é provavelmente o maior fator de se obter um grande som de bateria. As peças individuais precisam ser afinadas individualmente e, em seguida, ajustada para uma determinada tonalidade. A afinação da bateria é um assunto que não vamos abordar aqui, mas basta dizer que quanto mais você souber sobre afinação de bateria, melhor serão suas sessões. O segundo fator para se obter um bom som de bateria é a sala. Uma sala muito “viva” pode produzir um grande som mas reduz à sua capacidade de inserir a quantidade de reverber que você quiser mais tarde. Uma sala bem “seca” lhe dá mais opções. Se não tiver certeza de qual caminho você deve percorrer, opte pela “seca”. Você sempre pode adicionar reverber e ambiência mais tarde. Por fim, a habilidade do baterista irá completar a trilogia. Você pode ter um grande kit em uma grande sala, mas se o baterista não for um “bom baterista”, você está em apuros. A pista da bateria é o que todo o resto da música se baseia. Se o baterista não estiver conseguindo, não gaste o seu tempo ou o dele – peça que volte quando tiver a música mais ensaiada.
Existem várias maneiras de microfonar um kit de bateria começando com apenas 2 microfones e seguindo até aos 16 ou mais. Pessoalmente acho que a melhor solução está no meio, ou seja, 8 microfones:
1) Dois para o overhead – preferencialmente condensadores de diafragma pequenos.
2) Um Senheiser MD-421 para a caixa e um Shure SM-57, para cada um dos tons.
3) Um condensador de diafragma pequeno para o hi-hat como o Shure SM-81.
4) Um AKG D-12 para o bumbo.

Os microfones overhead devem ser colocados entre 60 cm e 1 metro acima do Kit apontando na direção do baterista. Eles devem estar espaçados em pelo menos 1 metro um do outro para possibilitar uma imagem esterofônica. Os SM-57s devem ser colocados em cada peça com braçadeiras para não interferir com o baterista, ou seja, o mais próximo à frente do kit possível. Cada microfone deve estar em um angulo de 45 graus e aproximadamente 5cm de distância da pele. O microfone do bumbo deve estar em um pedestal curto e dentro da peça. Você terá que experimentar com a distância para obter o som desejado. Se você tiver compressores, certifique-se de utilizá-los, pois eles fazem toda a diferença na gravação. Se o guitarista estiver na mesma sala, tudo bem, depois dos overdubs de guitarras o vazamento não vai ser notado e, de repente até adiciona uma certa profundidade no som. Outra coisa a se lembrar é ter um metronomo para guia. Ele vai dar a consistência no andamento.

Criando uma zona livre de reflexão


Primeiras reflexões e ecos

A meta para qualquer sala de mixagem é criar uma Zona Livre de Reflexão (RFZ) na área onde fica o técnico/engenheiro de som. Isso ocorre quando o som dos altofalantes chega a seus ouvidos através de dois caminhos diferentes - um direto e outro retardado após refletir em uma parede.
Da mesma forma que é prejudicial se o som do altofalante esquerdo bate na parede da direita e chega ao seu ouvido direito, e vice - versa. As reflexões do teto e piso também podem prejudicar a clareza e a imagem. Em todos os casos, as reflexões obscurecem os detalhes e tornam difícil localizar a fonte do som ou instrumentos musicais.

Este desenho, visto de cima, mostra os três principais caminhos pelos quais som de um altofalante chega ao seus ouvidos. O som direto é mostrado com linhas pretas. As primeiras reflexões nas paredes mais próximas - são as linhas vermelhas, e os ecos e ambiência chegam como mostrado em azul. Na verdade, as linhas azuis são muito mais complexas e densas do que o único caminho mostrado aqui, mas isso é suficiente para explicar o conceito.
A meta principal de uma Zona Livre de Reflexão é eliminar as primeiras reflexões mostradas em vermelho instalando painéis acústicos sobre as paredes laterais em locais chave. Não mostrado, mas tão importante quanto, são as primeiras reflexões do teto e do piso.

Bass Traps


Cada um dos três desenhos é baseado em uma moldura de madeira, que é construído e, em seguida, montado à parede usando parafusos com borboletas. Os planos e as listas fornecem todos detalhes que você precisa para construir essas caixas, mas existem alguns pontos adicionais a serem abordados.
Selecione uma madeira de boa qualidade que não empene com o passar do tempo. Recomendo madeira compensada de alta densidade. Qualquer marcenaria pode cortar a madeira para você, embora alguns possam cobrar uma pequena taxa para o serviço. Certifique-se de utilizar parafusos em vez de pregos em toda extensão, para máxima resistência e estabilidade.
O desenho lhe dá uma boa visão do interior da caixa, para que não apareçam pequenas aberturas no final você deve selar as caixas.
Os quadros são montados na parede usando cinco parafusos por lado, uniformemente espaçados. Mas tenha cuidado para não perfurar em qualquer lugar que exista fiação elétrica!
É imperativo que as bass traps sejam seladas.

Confira os desenhos para as caixas:

Desenhos

Lista de materiais


Caso você tenha interesse em construir os Bass Traps, mande um email que posso enviar mais detalhes.